Quem passa por aqui

Flora é uma pessoa que está prestes a surtar e resolveu fazer um blog para ver no que vai dar.

Conto de fadas

Author: flora
16 de jul. de 2011
Hoje é aquele típico dia em que você se diverte com seu filho no parque, almoça algum enlatado ou disk food e se diverte bebendo e vendo cocoricó. 
Quando a gente é mais novo fica sonhando tanta coisa que esquece que o sonho mais importante é aquele que tá acontecendo agora. E eu ultimamente gosto de achar que o sonho, o sonho mesmo, aquele de conto de fadas, é o que eu vivo agora - mesmo forçando a barra.

11 de jul. de 2011
Eu fiquei muito tempo sem passar por aqui, eu e meus desabafos. 
Estou trabalhando e na correria total, e como qualquer antropólogo, trabalhar viajando com menino pequeno é difícil demais. Tem que arregimentar coisas demais.É demais.
Mas essa nova fase tem sido gratificante. Claro que ser super mulher é tão interessante quanto cansativo, e estudar para o doutorado tem ficado um pouco pra escanteio.
Mas voltei a me descobrir nos Territórios viajados, e me sinto tão eu e tão assim, essa coisa de injetar ânimo na veia e mostrar que existe um mundo de maternidade, trabalho, coisas e gente.

Flor estrela.

Author: flora
4 de mai. de 2011
Eu tenho uma.

Eu estou a mil.
é triste isso de sempre estar conectado em tudo.
Eu preciso de beber.

Alcool.
cool.
cult.
cut.

Cimento e Asfalto

Author: flora
30 de mar. de 2011
O calor está de derreter. Sai fumaça da rua, ou então da minha cabeça - eu só sei que vejo fumaça. Devem ser os últimos acontecimentos, processos seletivos me deixam com a vista meio embaçada mesmo. Eu nem sei porque eu insisto nessa pseudo-formação intelectual, talvez eu tenha um estranho caso com a burocracia e ninguém me avisou.

Amigos Antigos

Author: flora
22 de mar. de 2011
A gente acha que eles desaparecem.
Mas num dia qualquer, nesses dias que a gente não espera nada, eles compartilham da sua vida como se nada tivesse acontecido.
E você realmente acredita que nada aconteceu.

Correndo

Author: flora
18 de mar. de 2011
Hoje foi tão rápido, um dia tão cheio, tão curto, tanta informação, tudo muito tudo sabe. A gente acaba vivendo em função de mulher-mãe-antropóloga-dona de casa. 
E motorista. Lembrei disso porque o carro estragou.
E no meu devir-mulher maravilha ainda não aprendi a ser mecânica.
Mas em tudo que corre, nesse dia que despencou em mim, dia do último capítulo da novela, dia do dia do dia, um comentário na reunião pela manhã me deixou tão estarrecida que a correria congelou na imagem que eu mesma imaginei de tal cena anunciada: 
- "Flora, lá não tem água encanada, falta comida. Mas isso não é o pior. Isso nem é tão ruim. Lá, naquela tribo, até as crianças são tristes".
Congela até a alma.

 Foto: Agência Estado, 1977